sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Desabafo.

Ninguém disse que não doeria, ninguém disse que não haveria conflitos. Uma guerra as vezes um tanto quanto silenciosa, e outras um tanto quanto barulhenta. Mágoas, sorrisos, tristeza, alegria. Muita das alegrias momentâneas, muita das tristezas cravadas no meu peito. Cheguei a tal ponto de não sorrir mais, não sentir mais, não sonhar mais. E o que é de um ser humano sem um sonho? Seria eu o ser mais infeliz da Terra? Mas existem crianças que passam fome e continuam sorrindo, mulheres que tem seus filhos tomados de suas mãos e elas continuam com esperança. Então, seria eu o ser mais fraco da Terra? Não vejo uma saída, não consigo enxergar uma luz no fim do túnel. Mas eu preciso sair daqui, eu estou perdendo o ar, estou perdendo meus sentidos, estou perdendo minha vida. Não há ninguém pra me socorrer, ninguém pra me dar a mão. Todas as pessoas foram embora, esqueceram que existia uma vida aqui, um coração batendo no meu peito, sangue pulsando em minhas veias. Me sinto descartável, as pessoas só me querem por perto, quando convém, por algum motivo que não sou eu. Será tão difícil me aceitar do jeito que eu sou? Seria muito difícil perguntar se eu estou bem? Ou se preciso de ajuda? Ou simplesmente eu estou sendo egoísta e só pensando em mim? Não, não, não pode ser. Logo eu, que não gosto de contar meus problemas pra ninguém, pra não perturbar a outra pessoa, estaria sendo egoísta? Eu mudei tanto de uns tempos pra cá. Eu não sou mais aquela que dou a cara pra bater, não sou a que não liga mais pros comentários dos outros, não sou a garota que faz o que quer. Hoje em dia eu sou comandada pelos outros, como um fantoche. Talvez seja por isso que as pessoas que não se importem mais comigo, não vêem mais motivos pra isso. Afinal, eu faço tudo que elas pedem e sempre com um sorriso falso no rosto, eu não aparento estar mal. Uma maquiagem esconde minhas profundas olheiras, o óculos me dá um ar de séria, e o sorrio me dá um jeito de simpática;feliz entre outras coisas. E as pessoas não vêem nada por trás disso, ou até vêem, mas fingem que não vêem, pois não importa pra elas. Então, elas são egoístas, não eu. Mas culpa é minha também, pois me deixei levar, pois não fui forte o suficiente pra aguentar toda a pressão me cercava. Meu Deus, como sou fraca!